quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Novas regras para registro de domínios com extensões personalizadas

Começou a valer as novas regras do ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers) para registro de domínios de nível superior, a nova regra possibilita a criação de extensões próprias além dos já saturados ".com" e ".com.br".

O prazo para encaminhamento dos pedidos de registro vai até o dia 08 de abril. 

Custo

Quem quiser garantir sua "identidade de nível superior" a partir da aquisição de um GTLD (generic Top Level Domains) terá que desembolsar um boa quantia, o que torna a mudança no DNS uma das mais caras, para requerer um GTLD será preciso desembolsar US$ 185 mil, esta mudança ainda acarretará um custo inicial de US$ 500 mil para a gestão interna dos domínios e posteriormente de US$ 100 mil anuais, tornando-os inacessível a pequenas empresas e organizações.

Como obter meu próprio domínio GTLD

A ICANN disponibilizou um documento com 350 páginas em inglês que trata da aquisição e da avaliação das propostas, o ICANN avaliará pontos importantes como semelhança, nomes reservados ou protegidos por direitos autorais, estabilidade do DNS e, como entidade de registro a empresa deverá ter infraestrutura e recursos para permitir o correto funcionamento e utilidade do seu GTLD.

O prazo para encaminhamento dos pedidos vai até o dia 08 de abril. Após isso a ICANN vai parar de receber pedidos e compilará a lista de selecionados, ou seja, não é garantido que as organizações vão conseguir registrar seus GTLDs.

Movimentação

Nova Iorque e Berlim já querem seus domínios e há no exterior diversos interessados em adquirir os domínios ".music", ".hotel" ou ".web", será uma briga de titãs. No Brasil, o desconhecimento sobre a mudança ainda é grande, mas segundo Rodrigo Azevedo, advogado especializado em Propriedade Intelectual e Tecnologia da Informação em entrevista ao Olhar Digital, ele afirma que já está coordenando diversos pedidos de domínios para algumas das maiores marcas brasileiras, mas, na maioria da vezes, as companhias nem sequer sabem do que se trata essa oportunidade.


Vantagens

Ter um domínio registrado em ".com" ou ".com.br" até então considerado sinônimo de propriedade de marca e seriedade, com a nova mudança perderão de certa forma o foco, pelo menos para grandes marcas. A mudança trará maior comodidade para os internautas facilitando a indentificação da empresa ou serviço, além de maior identidade e segurança para as marcas, evitando a clonagem de sites e oferecendo uma gama maior de variação de nomes e sigilo para seus lançamentos. Um hotsite, por exemplo, poderá ter o nome da empresa como extensão.

O Google, por exemplo, poderá adquirir o domínio ".google" e gerenciar os domínios blogger.google, orkut.google e gmail.google.

A mudança também reduzirá o número de registros em diversas extensões, hoje empresas que querem se firmar no mercado e combater os genéricos acabam adquirindo o seu domínio em diversas extensões com um GTLD, teoricamente, isso não será necessário.

O que acontece com os domínios tradicionais?

Não haverá mudanças para quem tem o seu domínio em .com ou .com.br, essa estratégia tem como foco grandes empresas, prestadoras de serviço de hostagem, ou conglomerados de produtores, que através de cooperativas, consórcios ou associações poderão se beneficiar mutuamente de uma nova extensão específica.

Empresas como a Apple, por exemplo, cujo foco não é hostagem, poderá oferecer a sua extensão também a lojas de revendedores autorizados, mas em geral, ter seu site associado a outra marca não é bom para os negócios. Para casos mais genéricos, se hover a aquisição de extensões como ".tecnologia" esta só ganharia valor de mercado e desta forma tornando até as empresas de tecnologia com suas extensões próprias pressionadas a garantir sua marca nesse domínio, se o mercado e o Google (buscador) se deixar levar pela onda.

A Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês) chamou a iniciativa da ICANN de um “potencial desastre” para empresas e consumidores. 

Insigth

Será que o governo brasileiro vai reservar o domínio “.brasil” ou algum grupo de empresários já está de olho? Seria uma ótima jogada de marketing, já imaginou se empresas como o Submarino e Buscapé o adquirem e passam a oferecer os domínios turismo.brasil, festas.brasil, supermercados.brasil... Para promover seus sistemas com foco nos serviços específicos. #Ficaadica de grátis porque não tenho US$ 185 mil para reservá-lo :(

Referências: wired.com e Olhar Digital

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