sábado, 17 de dezembro de 2011

Programa Ciência sem Fronteiras


Programa de bolsas de intercâmbio para estudantes brasileiros de graduação, pós-graduação, pesquisadores visitantes e qualificação profissional de alto nível nas melhores universidades do mundo e o melhor, com tudo pago!

Lançado em 26 de julho de 2011, o Programa Ciência sem Fronteiras - CsF é um programa do Governo Federal que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio de alunos de graduação e pós-graduação e da mobilidade internacional.
Recursos
 
O programa prevê a concessão de 75.000 bolsas oferecidas pelo Governo Federal, mais 26.000 bolsas concedidas com recursos da iniciativa privada. Portanto o CsF oferecerá 101.000 bolsas a estudantes e pesquisadores no País e no Exterior.  Estima-se uma marca de R$ 3.2 bilhões até 2015 geridos pelos Ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.

Público-alvo

Alunos de graduação e pós-graduação, cursos tecnológicos de nível superior e pesquisadores visitante.

Estudantes de Graduação.

Na modalidade Graduação-Sanduíche os candidatos às bolsas deverão, no momento do início previsto da viagem de estudos, ter integralizado ao menos 40% e, no máximo, 80% do currículo previsto para seu curso.

Áreas Prioritárias

No programa Ciência sem Fronteiras, as áreas prioritárias são:
  • Engenharias e demais áreas tecnológicas;
  • Ciências Exatas e da Terra;
  • Biologia, Ciências Biomédicas e da Saúde;
  • Computação e Tecnologias da Informação;
  • Tecnologia Aeroespacial;
  • Fármacos;
  • Produção Agrícola Sustentável;
  • Petróleo, Gás e Carvão Mineral;
  • Energias Renováveis;
  • Tecnologia Mineral;
  • Biotecnologia;
  • Nanotecnologia e Novos Materiais;
  • Tecnologias de Prevenção e Mitigação de Desastres Naturais;
  • Biodiversidade e Bioprospecção;
  • Ciências do Mar;
  • Indústria Criativa;
  • Novas Tecnologias de Engenharia Construtiva;
  • Formação de Tecnólogos.
Novo Modelo de Intercâmbio e o fim do Plano de Trabalho

Tradicionalmente todos os estudantes interessados em complementar seus estudos no exterior eram obrigados a estabelecer um plano de trabalho que garantisse o cumprimento de carga horária, créditos ou disciplinas com ementas equivalentes na IES estrangeira com as de seu curso na IES de origem como garantia da possibilidade de reaproveitamento e não comprometer o tempo de formação. Nesse modelo o aluno deveria estabelecer o contato inicial com a instituição de destino, o que geralmente acontecia por intermédio de um professor orientador que tenha realizado estudos no exterior.
Esse foi utilizado na primeira chamada do CNPq anunciada em setembro de 2011.

Na segunda chamada realizada em dezembro de 2011, o CNPq e a CAPES realizaram uma chamada conjunta, nesta cabe ao Programa Ciência sem Fronteiras escolher a universidade de destino de acordo com a área de estudo e adequação do curso em andamento com o curso do país de destino, proporcionando maior comodidade aos estudantes.

Nota: Toda IES brasileira tem autonomia para revalidação de disciplinas e cabe a estas a decisão final sobre a equivalência assim como no caso de revalidação de diplomas estrangeiros.

Flexibilização da barreira do Idioma

Um dos critérios de seleção do programa é a certificação de fluência no idioma do país para o qual o aluno se candidatou, que varia de acordo com o país/instituição, confira abaixo as principais certificações em línguas reconhecidas e aceitas pelo CsF e instituições de destino.
  • TOEFL (Test of English as Foreign Language) nas modalidades iBT (Internet Based Test), com no mínimo 79 pontos, ou PBT (Paper Based Test) para países de língua Inglesa;
  • Teste Lato Sensu do Instituto Italiano de Cultura, com aproveitamento igual ou superior a 50%, com validade de 5 (cinco);
  • Certificado OnDaf com classificação de no mínimo A2, para a Alemanha;
  • Certificado da Aliança Francesa (mínimo de 70 pontos), próprio para submissão de candidatura à bolsa pela CAPES, com validade de 1 (um) ano, ou diploma DALF ou DELF (mínimo = B2).


Apesar da exigência de certificação segundo as normas do programa os candidatos que atenderem a todos os requisitos, mas que não obtiverem o nível mínimo de proficiência, poderão ser beneficiados, a critério do Programa Ciência sem Fronteiras, com curso intensivo de língua nos país de destino durante um período de 8 (oito) semanas até 6 meses, incluindo estadia, taxas e material didático, imediatamente antes do início das atividades acadêmicas.



Vínculo Institucional

O aluno deve estar atento ao fato de que mesmo estando matriculado em IES estrangeira e participando do programa Ciência sem Fronteiras deverá manter o vínculo institucional com a IES brasileira, geralmente através de matrícula instititucional, esta deverá ser realizada por meio de Procuração Legal, através da Pró-Reitoria de Graduação o estudante poderá obter esta informação de maneira precisa, visto que a não realização desta matrícula semestralmente durante o período de intercâmbio caracterizará o abandono de curso.

O Programa Ciência sem Fronteiras visa dinamizar e flexibilizar a internacionalização do ensino e uma melhor capacitação dos futuros pesquisadores e empreendedores brasileiros, confira uma comparação do Brasil com o mundo em termos de produção científica, pesquisa e desenvolvimento tecnológico na apresentação do programa.

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